Produção do conhecimento sobre o cuidado fenomenológico na enfermagem

ARTCULO DE REVISIN

 

Produo do conhecimento sobre o cuidado fenomenolgico na enfermagem

 

Produccin de conocimiento sobre el cuidado de enfermera fenomenolgica

 

Production of knowledge about the phenomenological care in nursing

 

 

Fabiana Lopes Joaquim, Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva, Eliane Ramos Pereira, Alessandra Conceio Leite Funchal Camacho

Universidade Federal Fluminense/UFF. Niteri (RJ), Brasil.

 

 


RESUMO

Introduo: na fenomenologia o cuidado consolidado no modo de ser, atuante em todo e qualquer comportamento humano. Logo, sendo o cuidado a essncia da enfermagem, ao pensarmos este em seu sentido fenomenolgico, nos atemos essncia e ao sentido do cuidar.
Objetivo: realizar o levantamento das produes do conhecimento que objetivaram o cuidado por intermdio da enfermagem em fenomenologia e apresentar suas contribuies para o cuidado.
Mtodos: estudo de reviso integrativa, de caracterstica crtica e retrospectiva. Estratgia de busca: utilizao da palavra-chave "phenomenology" e descritores "nursing care" e "health". A busca ocorreu nas bases: MEDLINE; LILACS; BDENF e SCOPUS. Critrios de incluso: artigos publicados entre os anos de 2010 a 2015, nos idiomas Portugus, Ingls e Espanhol, que apresentavam aderncia temtica, e que constassem o referencial filosfico adotado. Critrios de excluso: artigos de reviso, tericos ou de reflexo, e tambm os que no apresentaram aderncia s questes do cuidado na enfermagem com enfoque fenomenolgico. Foram analisados 26 artigos.
Concluses: o cuidado fenomenolgico encontra seu desenvolvimento mais significativo sob a dimenso social, se apropriando e compreendendo o sujeito permeado por suas vivncias, experincias e significados, sem esquecer-se dos familiares envolvidos no processo de cuidar e dos profissionais de sade, o que demonstra a importncia destes terem suas esferas biopsicossociais cuidadas para que o cuidado se faa substancial e efetivo.

Palavras chave: fenomenologia; cuidados de enfermagem; sade.


RESUMEN

Introduccin: el cuidado de la fenomenologa se consolida con el fin de estar activo en cada comportamiento humano. Por lo tanto, teniendo cuidado de la esencia de la enfermera, a pensar de esta en su sentido fenomenolgico, nos ceimos a la esencia y el sentido de cuidado. Objetivo: realizar el levantamiento de las producciones del conocimiento dirigidas a la atencin a travs de la enfermera en la fenomenologa y presentar sus contribuciones a la atencin.
Mtodos: estudio de revisin integradora de la funcin crtica y retrospectiva. Estrategia de bsqueda: el uso de palabras clave "fenomenologa" y descriptores "cuidados de enfermera" y "salud". La bsqueda se produjo en: MEDLINE; LILACS; BDENF y SCOPUS. Criterios de inclusin: los artculos publicados entre los aos 2010 a 2015 en los idiomas portugus, ingls y espaol, que presentan la adherencia al tema, y que se trataran en el marco filosfico adoptado. Criterios de exclusin: los artculos de revisin, tericos o de reflexin, y aquellos que no muestran la adhesin a la atencin de enfermera en temas con enfoque fenomenolgico. Fueron analizados 26 artculos.
Conclusiones: el cuidado fenomenolgico encuentra su desarrollo ms significativo en la dimensin social, la apropiacin y la comprensin de la materia permeada por sus experiencias, experiencias y significados, sin olvidar las familias que participan en los profesionales de procesos de atencin y de salud, lo que demuestra la importancia que tienen sus esferas biopsicosociales cuidadas para que la atencin se realiza sustancial y efectiva.

Palabras clave: fenomenologa; atencin de enfermeira; salud.


ABSTRACT

Introduction: in phenomenology care is consolidated in order to be active in every human behavior. Therefore, being careful the essence of nursing, to think of this in its phenomenological sense, we stick to the essence and sense of caring.
Objective: to carry out the survey the knowledge productions aimed care through nursing in phenomenology and present their contributions to care.
Methods: study of integrative review of critical feature and retrospective. Search strategy: keyword use "phenomenology" and descriptors "nursing care" and "health". The search occurred in: MEDLINE; LILACS; BDENF and SCOPUS. Inclusion criteria: articles published between the years 2010 - 2015 in the languages Portuguese, English and Spanish, presenting adherence to the theme, and to see covered in the philosophical referential adopted. Exclusion criteria: review articles, theoretical or reflection, and those who did not show adherence to care issues in nursing with phenomenological approach. 26 articles were analyzed.
Conclusions: the phenomenological care finds its most significant development on the social dimension, appropriating and understanding the subject permeated by their experiences, experiences and meanings, without forgetting families involved in the care process and health professionals, which demonstrates the importance these have their biopsychosocial cared spheres so that care is done substantial and effective.

Keywords: phenomenology; nursing care health.


 

 

INTRODUO

A palavra cuidado tem seu significado definido como "cuidado uma atitude de relao amorosa, suave, amigvel, harmoniosa e protetora para com a realidade pessoal, social e ambiental".1 Ou seja, o cuidado se manifesta na preservao do potencial saudvel dos cidados, contemplando a vida do ser como um bem valioso. Deste modo, ao exercer o cuidado o enfermeiro, deve colocar-se no lugar do outro e interessando-se interessar-se pelas suas dimenses pessoais e sociais para deste modo proporcionar a ajuda necessria ao ser.

Pode-se dizer que o cuidado em sua essncia estabelece uma relao em que h um verdadeiro encontro de significados existenciais, o que pode ser alcanado por intermdio da fenomenologia.

A fenomenologia definida como estudo ou cincia do fenmeno;2 sendo sua abordagem pautada na vivncia do ser em seu mundo. Deste modo, o cuidado consolidado no modo de ser, atuante em todo e qualquer comportamento humano, pois este comportamento tece nossa condio de "ser-no-mundo". Sendo o cuidado a essncia da enfermagem, ao pensarmos este em seu sentido fenomenolgico, cada encontro de cuidado entre o enfermeiro e sujeito assistido nico e ocorre atravs da interao entre os envolvidos,3 devendo o enfermeiro a se ater essncia e ao sentido do cuidar, assumindo o propsito de ir s coisas mesmas, tornando o ato de pensar em investigao.4

Deste modo, o estudo foi norteado pela seguinte questo: o que vem sendo produzido pela enfermagem sobre o cuidado na perspectiva fenomenolgica?

Frente o exposto, o estudo objetivou realizar o levantamento das produes do conhecimento que objetivaram o cuidado por intermdio da enfermagem em fenomenologia e apresentar suas contribuies para o cuidado. A justificativa deste estudo est em aprimorar a assistncia integral prestada pelos profissionais de enfermagem visto que ao se utilizar a fenomenologia para embasar o cuidado, possvel fortalecer um cuidado holstico o que por outro lado reduz-se o olhar centrado apenas no tratamento da doena.

 

MTODOS

Trata-se de uma reviso integrativa, de caracterstica crtica e retrospectiva. Este tipo permite que o conhecimento cientfico seja sistematizado de forma que o pesquisador aproxime-se da problemtica que deseja estudar e trace um panorama sobre as produes cientficas acerca do tema, demonstrando sua evoluo ao longo do tempo e vislumbre possveis possibilidades de pesquisa.5

A pesquisa foi elaborada seguindo-se seis (06) etapas, sendo estas: identificao do tema e seleo da questo de pesquisa, estabelecimento dos critrios de incluso e excluso para seleo das amostras, identificao dos estudos pr-selecionados e selecionados, categorizao, anlise e interpretao dos resultados e apresentao da reviso.6 A estratgia de busca adotada foi a utilizao de palavra-chave e descritores, conectados por intermdio do operador booleano "AND".

Para a para a busca dos artigos, a palavra-chave adotada foi "phenomenology" e os descritores pertinentes ao tema foram "nursing care" e "health", sendo estes identificados atravs dos Descritores em Sade DECs e do MeSH.

A busca foi realizada nos portais Capes (Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior) e BVS- Bireme (Biblioteca Virtual em Sade- Biblioteca Regional de Medicina) que fornecem acesso s fontes primrias de informao adotadas, sendo estas: MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online); LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Cincias da Sade); BDENF (Banco de Dados da Enfermagem); e SCOPUS (Base de dados de referncias e citaes). A busca se deu no perodo de julho a dezembro de 2015.

Os critrios de incluso foram: artigos publicados entre os anos de 2010 a 2015, nos idiomas Portugus, Ingls e Espanhol, que apresentavam aderncia temtica, e que constassem o referencial filosfico adotado. Os critrios de excluso foram artigos de reviso, tericos ou de reflexo, e tambm os que no apresentaram aderncia s questes do cuidado na enfermagem com enfoque fenomenolgico.

As publicaes que se encontravam repetidas nas bases de dados foram contabilizadas apenas uma vez. Aps a identificao dos estudos pr-selecionados foi realizada a leitura dos ttulos das publicaes, resumo e descritores, por dois revisores, verificando a pertinncia e aderncia de cada publicao temtica do estudo.

 

RESULTADOS

Para descrever o caminhar metodolgico para os resultados, foi utilizado o fluxograma PRISMA conforme a realizao das etapas na seleo dos artigos (vide fig.)

 

A partir da anlise dos 26 artigos includos no estudo foi elaborado um quadro que visou caracterizar os artigos encontrados pelo ttulo, revista, ano de publicao, objetivo geral e mtodo utilizado.

Quadro. Caracterizao dos estudos encontrados

Autores

Título

Revista

Ano

Objetivo

Método

Silva AA, et al.

Enfermagem e cuidado de si no mundo do cuidado em psiquiatria

Revista de pesquisa: cuidado é fundamental

2015

Compreender o cuidado de si dos profissionais de enfermagem em saúde mental.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia da percepção de Merleau-Ponty

Eide HD, et al.

Barriers to nutritional care for the undernourished hospitalised elderly: perspectives of nurses.

Journal of clinical nursing

2015

Identificar que barreiras os enfermeiros experiênciam para garantir cuidados de nutrição adequada para os idosos subnutridos, hospitalizados.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia hermenêutica de Paul Ricouer.

Silva AA, et al.

Enfermagem o cuidado de si no mundo do cuidado em psiquiatria.

Revista de pesquisa: Cuidado é fundamental

2015

Compreender o cuidado de si dos profissionais de enfermagem em saúde mental.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia da percepção de Merleau-Ponty e da fenomenologia Hermenêutica de Paul Ricoeur.

Silva MH, et al.

Limits and possibilities experienced by nurses in the treatment of women with chronic venous ulcers.

Revista da Escola de Enfermagem da USP

2014

Compreender as experiências e expectativas de enfermeiras no tratamento de mulheres com úlcera venosa crônica na Atenção Primária à Saúde.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia social de

Alfred Schütz.

Rodrigues BMRD, et al.

A ética no cuidado à criança hospitalizada: uma perspectiva para a enfermagem.

Revista de pesquisa: Cuidado é fundamental

2014

Apreender quais são os aspectos éticos que norteiam o cuidado prestado pelo enfermeiro à criança hospitalizadas

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia sociológica de Alfred Schütz.

Scheckel MM, Nelson KA.

An interpretive study of nursing students' experiences of caring for suicidal persons.

Journal of professional nursing

2014

Compreender as experiências de estudantes de graduação em enfermagem que prestaram cuidados a pessoas suicidas.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia hermenêutica de Paul Ricouer.

Rodriguez A, King N.

Sharing the care: the key-working experiences of professionals and the parents of life-limited children.

International journal of palliative nursing .

2014

Explorar a experiência vivida de cuidado e assistência em planejamento para uma criança com uma doença limitante da vida.

Pesquisa qualitativa, à luz da Hermenêutica de Van Manen

Ortega LB, Ventura CA.

Estoy sola: la experiência de las enfermeiras en el cuidado del usuário de alcohol y drogas.

Revista da Escola de Enfermagem da USP

2013

Compreender como é ser enfermeira vivenciando o cuidado de pacientes usuários de drogas que ingressam em um hospital público do Chile.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenológica, segundo o referencial de Martin Heidegger.

Umpierrez AHF, et al.

Percepções e expectativas dos enfermeiros sobre sua atuação profissional.

Acta Paulista de Enfermagem

2013

Conhecer como os enfermeiros percebem sua atuação profissional e quais suas expectativas sobre o desenvolvimento das gestões do cuidado integral.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia social de Alfred Schütz.

Rodrigues BMRD, et al.

Perspectiva ética no cuidar em enfermagem pediátrica: visão dos enfermeiros.

Revista Enfermagem UERJ

2013

Analisar compreensivamente como o enfermeiro insere a ética e a bioética no cuidado à criança e sua família no âmbito hospitalar.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia sociológica de Alfred Schutz.

Merighi MA, et al.

Mulheres idosas: desvelando suas vivências e necessidades de cuidado.

Revista da Escola de Enfermagem da USP

2013

Compreensão da vivência da mulher idosa, suas necessidades de cuidado e expectativas nesse período da vida.

Pesquisa qualitativa, à luz da Fenomenologia Social de Alfred Schütz.

GoheryP, Meaney T.

Nurses' role transition from the clinical ward environment to the critical care environment.

Intensive and critical care nursing .

2013

Explorar as experiências de enfermeiros que se deslocam do setor clínico para o sertor de cuidados intensivos.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia existencial de Martin Heidegger.

Caldeira S, Merighi, et al.

Nurses and care delivery to elderly women: a social phenomenological approach.

Revista Latino-Americana de Enfermagem

2012

Compreender a ação de cuidar da mulher idosa, sob a perspectiva do enfermeiro.

Pesquisa qualitativa, à luz da Fenomenologia Social de Alfred Schütz.

Sadala MRA, et al.

Patient's experiences of peritoneal dialysis at home: a phenomenological approach.

Revista Latino-Americana de Enfermagem

2012

Compreender os significados da diálise peritoneal, segundo a experiência vivida por pacientes portadores de Insuficiência Renal Crônica.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia hermenêutica de Paul Ricouer.

Cestari MEW, et al.

Necessidades de cuidados de mulheres infectadas pelo papilomavirus humano: uma abordagem compreensiva.

Revista da Escola de Enfermagem da USP

2012

Compreender as necessidades de cuidados das mulheres infectadas pelo Papilomavírus Humanos.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia existencial de Martin Heidegger.

Monteiro ACM, et al.

O enfermeiro e o cuidar da criança com câncer sem possibilidade de cura atual.

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem

2012

Analisar compreensivamente o cuidado do enfermeiro à criança hospitalizada portadora de doença oncológica fora de possibilidade de cura atual.

Pesquisa qualitativa, à luz da sociológica de Alfred Schütz.

Melo HC,

et al.

O ser-enfermeiro em face do cuidado à criança no pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca.

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem

2012

Compreender o cuidado à criança durante o pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca a partir da percepção do ser-enfermeiro.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia existencial de Martin Heidegger.

Menezes TMO, et al.

Significado do cuidado no idoso de 80 anos ou mais.

Revista Eletrônica de Enfermagem

2012

Compreender o significado do cuidado no idoso de 80 anos ou mais.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia de Heidegger.

Costa VGS, et al.

As relações interpessoais no cuidar do cliente em espaço onco-hematológico: uma contribuição do enfermeiro.

Revista Enfermagem UERJ

2012

Compreender o significado das relações interpessoais na ação de cuidar do enfermeiro junto ao cliente internado para tratamento onco-hematológico.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia sociológica de Alfred Schütz.

Almeida DV, Júnior NR.

A Sensibilidade e a humanização dos cuidados em saúde a partir da relação ética com o rosto do outro

O Mundo da saúde

2012

Mostrar, a partir do pensamento levinasiano, que a sensibilidade do face a face inaugura uma maneira eminentemente ética de humanizar o pensar e o agir do profissional da saúde em função do cuidado do outro que padece de uma enfermidade.

Pesquisa qualitativa, à luz da filosofia da alteridade de Emmanuel Lévinas.

Melo MCSC, Souza IEO.

Ambiguidade - modo de ser da mulher na prevenção secundária do câncer de mama

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem

2012

Analisar compreensivamente seus significados de prevenção secundária.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia existencial de Martin Heidegger.

Rodrigues BMRD, et al.

A ética no cuidar em enfermagem: contribuições da fenomenologia sociológica de Alfred Schütz

Revista Enfermagem UERJ

2011

Apreender o típico da dimensão ética do cuidar promovido por enfermeiros, em diferentes contextos de adoecimento, na rede hospitalar do Sistema Único de Saúde.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia sociológica de Alfred Schütz.

Gonçalves R, et al.

Vivenciando o cuidado no contexto de uma casa de parto: o olhar das usuárias

Revista da Escola de Enfermagem da USP

2011

Conhecer a vivência da mulher, durante o trabalho de parto e parto, no contexto de uma Casa de Parto e os motivos que a levaram a optar por esta instituição.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia sociológica de Alfred Schütz.

Domingos SRF, et al.

Experience and care in miscarriage: a qualitative study.

Online brazilian journal of nursing

2011

Compreender a vivência das mulheres em situação de abortamento espontâneo, no contexto da assistência de serviços de saúde públicos e privados, e a vivência de enfermeiros frente ao cuidado realizado.

Pesquisa qualitativa, à luz da fenomenologia sociológica de Alfred Schütz

Delavechia RP, et al.

A percepção de si como ser-estomizado: um estudo fenomenológico.

Revista Enfermagem UERJ

2010

Compreender os sentimentos do ser-estomizado revelados nas suas vivências a partir da alta hospitalar.

Pesquisa qualitativa, à luz do referencial teórico-filosófico de Merleau-Ponty.

Burhans LM, Alligood MR.

Quality nursing care in the words of nurses.

Journal of advanced nursing .

2010

Desvelar o significado do cuidado de enfermagem de qualidade para a prática dos enfermeiros.

Pesquisa qualitativa, à luz da Hermenêutica de Van Manen

Fonte: Bases de dados da Portal da BVS e Capes Peridicos.

 

No que diz respeito s bases de dados, h um predomnio de artigos que discutem o cuidado numa abordagem fenomenolgica sob o olhar da Fenomenologia Social de Alfred Schtz 61,5 % (n=16), seguido da Fenomenologia Existencial de Martin Heidegger 23 % (n=6).

Quanto ao campo de estudo da enfermagem que mais se apropria do objeto estudado, evidenciamos que 27 % dos estudos (n=7) so temticas relacionadas rea da sade da mulher, 19 % (n=5) relacionam-se a rea da sade da criana, 15 % (n=4) sade mental, 8 % (n=2) sade do idoso, 8 % (n= 2) relao interpessoal, 8 % (n= 2) gesto, 7 % (n= 2) cuidados intensivos, 4 % (n=1) oncologia, e 4 % (n=1) a tica.

Aps a anlise, emergiram categorias que permitiram a discusso da temtica em questo, sendo elas: "Cuidado pessoa que necessita de demandas assistenciais e seus cuidadores: promovendo a abertura do ser-a para o discurso" e "Cuidado aos profissionais de sade: Transitividade corporal num nvel fenomenolgico".

Estas categorias apontaram que os estudos fenomenolgicos apresentam-se pautados no apenas no sujeito assistido e seus cuidadores, mas tambm no profissional envolvido com o cuidado demonstrando que a apropriao e a compreenso do fenmeno perpassam por todos os atores envolvidos no processo do cuidado.

 

DISCUSSO

Cuidado pessoa que necessita de demandas assistenciais e seus cuidadores: promovendo a abertura do ser-a para o discurso

O cuidado deve ser consolidado na interao entre profissionais, pessoa assistida e famlia, pois a interao permite a criao de vnculos e possibilita ao profissional agir a partir das especificidades dos grupos familiares, ou seja, as aes ticas perpassam pelo reconhecimento do grupo familiar com seus hbitos, costumes e contextos vividos, sendo estes elementos indispensveis assistncia de enfermagem.7-8

A assistncia de enfermagem deve ser pautada em acompanhamento, desenvolvimento do autocuidado e melhora da qualidade de vida, mas o plano de cuidados deve ser elaborado de forma individualizada, ou seja, pautado nas necessidades de cada sujeito,9 de modo que se compreenda as singularidades existentes, a vivncia e experincias envoltas na perspectiva do processo de adoecimento.10 Deste modo, quando a assistncia prestada nos casos onde a pessoa encontra-se fora da possibilidade de cura, o enfermeiro deve prestar um cuidado pautado no conforto, tendo assim a assistncia um cuidado prescritivo, pautado no alvio dos sintomas.11 Logo, inferimos a importncia de se exercer um cuidado contnuo e de se promover a questo do autocuidado populao assistida, padronizando-se as condutas relacionadas ao tratamento.12

Trata-se de cuidar de forma padronizada sim, porm de forma singular, sabendo distinguir a identidade de cada sujeito que est diante do enfermeiro conservando assim de forma impondervel uma delicadeza profissional, uma acurcia capaz de blindar o cliente de idiossincrasias e assim prevenir a ocorrncia de mecanicismos advindos de uma prtica desumanizada no mbito assistencial. Disto isto, necessrio se faz ganhar uma compreenso da singularidade de cada sujeito.13

Os cuidados de enfermagem devem ser prestados pelos profissionais que possuem treinamento tcnico e habilidades para resolver problemas especficos e, por vezes complexos que ocorram nos cuidados de enfermagem dirios, e possuir habilidades de comunicao efetiva com pacientes, familiares e equipes de sade,14 visto que a enfermagem apresenta extrema importncia no acompanhamento, desenvolvimento do autocuidado e melhora da qualidade de vida, sendo fundamental a criao de um plano de cuidados voltados a necessidade de cada paciente.

As relaes familiares e redes de apoio devem ser valorizadas quando pensamos e exercemos o cuidado deste modo, devemos fortalecer as redes de apoio necessrias assistncia,15 estabelecendo e fortalecer as relaes de familiaridade em um encontro subjetivo, buscando-se a resolutividade das necessidades e demandas, bem como produzindo estratgias de empoderamento e resgate de sujeito de direitos quando h necessidade.16,17

Frente o exposto, os cuidados de enfermagem devem ser pautados nas necessidades individuais e sociais, reconhecendo as demandas assistenciais inerentes ao mundo da vida cotidiana.16,18

O enfermeiro deve utiliza-se do conhecimento e da biografia do sujeito assistido para traar e executar seu plano de cuidados.19 Deve valorizar o vivido e esta valorizao permite que o cuidado ocorra de maneira autntica, pautado na ateno, desvelo e solicitude.20 Ao valorizarmos o cuidado do outro estamos valorizando a participao familiar como mediadora do cuidado e deste modo, pode-se desenvolver o planejamento e execuo do cuidado, com vistas adeso ao que foi proposto.19

As particularidades inerentes idade no devem ser premissas para afirmarem doena, pois estas podem ser adaptveis a uma vida saudvel deste modo, ao prestar um cuidado voltado a populao idosa, os profissionais de sade devem atentar-se aos fatores determinantes do processo de envelhecimento com vistas compreenso e consequentemente promoo da sade e manuteno da capacidade funcional desta populao.20 Deste modo, os conhecimentos necessrios ao cuidado integral pessoa idosa, devem pautar-se nas necessidades humanas, adaptaes e mudanas que ocorrem ao longo da vida, nas dimenses biopsicossocial, cultural, espiritual e existencial, devendo a enfermagem atuar na promoo, educao, manuteno e recuperao da sade, respeitando a independncia do idoso e permitindo que o mesmo participe do seu processo de cuidado.20

Neste sentido cuidar em termos fenomenolgicos cuidar do ser como um todo e no de uma parte, cuidar deste ser total e no s de seus aspectos fsicos, mas tambm dos metafsicos, daqueles que vo alm do que os sentidos possam captar. prestar cuidado ao ser total que est diante do enfermeiro. tambm permitir que o outro seja o protagonista de si mesmo. De sua historicidade, de seu cuidado; possibilitar a autoimbricao.

O cuidado aos idosos deve ser estendido tambm aos cuidadores, visto que estes tendem a apresentar desgastes nos campos fsico, psquico e emocional, vislumbrando-se a necessidade de uma rede de suporte social com vistas a auxiliar no cuidado e evitar sobre cargas.21

Nos casos onde fenmeno morte/morrer encontra-se, o cuidado no deve ser deixado de lado, estando este presente em vivncias que repercutem na sade fsica e mental da pessoa a experienciar a terminalidade. A msica, por exemplo, ao ser utilizada no cuidado cotidiano pode proporcionar bem-estar aos pacientes e trazer conforto aos cuidadores possibilitando que por algum tempo a angstia relacionada evoluo da doena e terminalidade iminente ao ser-a deem espao a momentos de alegria e emoo, bem como promova a abertura do ser-a para o discurso, viabilizando o atendimento de suas necessidades emergentes.22

Vale apena ressaltar que o ser-a ao se abrir, tambm traz sua capacidade intuio e assim, pode-se depreender que tambm cuida-se do outro pela intuio e no s pela razo. Na prtica clnica algumas enfermeiras foram atradas pelas condies dos pacientes e foram mais intuitivas ao cuidar deles, e assim, ao seguirem a sua intuio os enfermeiros empreenderam medidas mais adequadas ao lidarem com seus clientes. Os resultados positivos que a maioria dos enfermeiros vivenciaram os convenceu a seguir suas intuies mais frequentemente.23

Ao cuidar da pessoa que experincia a terminalidade o familiar cuidador acometido por sentimentos de angstia, medo e ansiedade, levando este a serem afetados em seus aspectos biopsicossociais.24

Um estudo realizado por enfermeiras com pacientes terminais no Iraque apontou para o fato de que os cuidados no final da vida em UTI emocionalmente desafiador, portanto, o enfermeiro nesta condio de existncia, requerem apoio psicolgico e espiritual para garantir a melhor prestao de cuidados.25

O que o leva a experienciar a dor e sofrimento, compartilhando com o ente doente experincias e dividindo confidncias e emoes, levando-o a apreenses, cansao e sobrecarga. Frente ao exposto necessrio prestar a assistncia de modo humanizado e de acordo com o que vivenciado pela pessoa em terminalidade e ao seu familiar, seguindo os preceitos relativos aos cuidados paliativos, sendo importante que se compreenda o significado da morte a partir das concepes dos familiares possibilitando deste modo que a enfermagem oferte outros modos de assistir e ajudar na vivencia deste processo.24

Cuidado aos profissionais de sade: Transitividade corporal num nvel fenomenolgico

Nesta categoria evidenciamos que a relao de proximidade, interao, vnculo, perda e morte repercutem sobre o enfermeiro, gerando neste sofrimento e angstia. Estes sentimentos so consequncias da construo de empatia e segurana construda entre cliente-profissional, e repercutem no agir do profissional que deveria receber acompanhamento psicolgico sistematizado,26 visto que as fragilidade fsica e emocional dos pacientes despertam sentimentos e percepes que entram em conflito nos profissionais quando o paciente necessita de cuidados que atendam as suas necessidades biolgicas, mais pautado no uso de tecnologias duras em detrimento das demais.27

A repercusso do agir profissional sobre o enfermeiro est ligada a relao interpessoal e vista sob a tica da alteridade, onde a humanizao do pensar e agir do profissional de sade em funo do cuidado frente enfermidade que afeta a totalidade da pessoa humana, ocorre na relao entre o sujeito e o outro.28

Essa alteridade est ligada ao fato de pr-se no lugar do outro, uma verdadeira fenomenologia das relaes to importante na esfera profissional, institucional e, sobretudo existencial. Trata-se de um agir que tem como fundamento a relao eu-outro-ns.

A categoria permitiu vislumbrarmos tambm a necessidade de transformao profissional atravs da gesto de cuidados aos enfermeiros que vivenciam profissionalmente a distncia entre a teoria e a prtica, sobrecarga administrativa, insegurana para assumir a gesto de cuidado e a busca de conhecimento formal e informal, com vistas a almejarem autonomia, identidade profissional e valorizao da profisso.29 Ao se falar em gesto do cuidado podemos pensar fundamentalmente em cuidado fenomenolgico como cuidado que pensa o outro a partir do prprio sujeito e no a partir de um quadro conceitual que se possa a priori trazer desse sujeito, mas cuidar a partir das referncias do prprio cliente. Esse sujeito que cuida tambm precisa ser cuidado.

preciso tambm ver esse profissional que atua como um todo. pensar no na sua histria, mas na sua historicidade, No no seu tempo, mas na sua temporalidade na medida em que a temporalidade o sentido do ser do homem e a partir da possibilidade do poder-ser prprio.30

O cuidado que o enfermeiro precisa dar e tambm receber no plano da existncia. Pensa-se num cuidado que no privilegie um espao geometrizado, mas o sujeito em sua espacialidade que contemple o espao que habita sua existncia; conjectura-se neste nvel no no corpo, mas fundamentalmente em sua corporalidade na medida em que uma subjetividade que habita uma histria, um espao, um corpo.

O cuidado fenomenolgico este trato que no destrato, mas contrato com a vida, mesmo diante da possibilidade da morrer; no entendimento de que existem vrias formas de viver e tambm de morrer. Neste sentido o enfermeiro que cuida ao ser cuidado, tambm se v atravessado e tocado pelas questes do outro. A mo que toca tambm tocada,31 ou seja, h uma transitividade corporal num nvel fenomenolgico das emoes e afetaes.

Cuidar e ser cuidado fenomenologicamente assumir uma responsabilidade diante do outro e ser arremessado nesta responsabilidade32 e assim, ver o outro de forma nica, singular a partir de um horizonte de existncia que considera o ntico, mas tambm o ontolgico, o que v e tambm o que no se v, o visvel e o invisvel, o pondervel e o impondervel.

O cuidado ao profissional de sade tambm desvelado como algo a ser conquistado no cotidiano do mundo do trabalho com a melhoria nas relaes com o outro e atravs da necessidade de adequao das condies fsicas da unidade de sade com vistas a um melhor atendimento aos pacientes, fazendo com que os profissionais de enfermagem se sintam mais felizes no cuidado ao outro.33 Deste modo, o cuidado pode ser vislumbrado sob a forma do cuidado de si,34 sendo percebido de modo complexo, estando atrelado ao cuidado do outro e a preocupao consigo.

 

CONCLUSES

Os resultados advindos do estado da arte permitiram vislumbrar contribuies significativas do cuidado fenomenolgico para a enfermagem; notrio que h uma apropriao deste tipo de estudo pelas diversas reas do conhecimento, mas os campos da sade da mulher, sade da criana e sade mental so os que mais produzem sobre esta vertente, demonstrando maior apropriao. Observamos tambm uma forte tendncia abordagem das respectivas temticas: tica, violncia contra a mulher, ateno primria a sade e cuidado.

O levantamento das publicaes demonstrou a predominncia da fenomenologia social de Alfred Schtz, seguida da fenomenologia existencial de Martin Heidegger, demonstrando que o objeto do cuidado fenomenolgico encontra seu desenvolvimento mais significativo sob a dimenso social, se apropriando e compreendendo o sujeito permeado por suas vivncias, experincias e significados, sem esquecer-se dos familiares envolvidos no processo de cuidar e dos profissionais de sade, o que demonstra a importncia destes terem suas esferas biopsicossociais cuidadas para que o cuidado se faa substancial e efetivo.

O estudo apresentou como limitao o nmero de estudos que viessem a contribuir com a temtica e discusso dos objetivos indexados em bases internacionais o que nos remete a sugerir que a temtica em questo seja internacionalizada por outros pesquisadores.

Deste modo, sugerimos o desenvolvimento de mais estudos voltados ao cuidado fenomenolgico e recomendamos que estes estejam relacionados aos acadmicos de enfermagem com vistas captao do cuidado sob a tica dos futuros enfermeiros.

 

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

1. Boff L. O cuidado necessrio: na vida, na sade, na educao, na ecologia, na tica e na espiritualidade. 1 ed. Petrpolis, RJ: Vozes; 2012.

2. Dartigues A. O que fenomenologia?. 3 ed. So Paulo: Editora Moraes Ltda;1992.

3. Acua MR, Burgos MA. Fenomenologa y conocimiento disciplinar de enfermera. Rev Cubana Enfermer. 2014 [citado 26 Fev 2016];29(3):191-8. Disponvel em: http://scielo.sld.cu/pdf/enf/v29n3/enf05313.pdf

4. Fernandes MA. Do cuidado da fenomenologia fenomenologia do cuidado. In: Peixoto AJ; Holanda AF (coords). Fenomenologia do cuidado e do cuidar: perspectivas multidisciplinares. 1 ed. Curitiba: Juru; 2011. p. 17-32.

5. Botelho LLR, Cunha CCA, Macedo M. O mtodo da reviso integrativa nos estudos organizacionais. Gesto e Sociedade. 2011 [citado 19 Set 2015];5(11):121-36. Disponvel em: http://www.gestaoesociedade.org/gestaoesociedade/article/view/1220/906

6. Stillwell SB, Fineout-Overhoult E, Melnyk BM, Williamson KM. Searching for the evidence: strategies to help you conduct a successful search. American Journal of Nursing. 2010 [citado 19 Set 2015];110(1):41-47. Disponvel em: http://download.lww.com/wolterskluwer_vitalstream_com/PermaLink/NCNJ/A/NCNJ_546_156_2010_08_23_SADFJO_165_SDC216.pdf

7. Rodrigues BMRD, Pacheco STA, Dias MO, Cabral JL, Luz GR, Silva TF. Perspectiva tica no cuidar em enfermagem peditrica: viso dos enfermeiros Rev. Enf. UERJ. 2014 [citado 17 Fev 2015];(esp. 2):743-7. Disponvel em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/12038

8. Rodrigues BMRD, Pacheco STA, Gomes APR, Ciuff LL. A tica no cuidado criana hospitalizada: uma perspectiva para a enfermagem Rev. pesqui. cuid. fundam. 2014 [citado 18 Fev 2016];6(4):1475-84. Disponvel em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/3153

9. Sadala MRA, Bruzos GAS, Pereira ER, Bucuvic EM. Patient's experiences of peritoneal dialysis at home: a phenomenological approach. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2012 [citado 18 Fev 2016];20(1):[aprox. 8 p.]. Disponvel em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v20n1/pt_10.pdf

10. Delavechia RP, Terra MG, Noal HC, Padoin SMM, Lacchini AJB, Silva MEN. A percepo de si como ser-estomizado: um estudo fenomenolgico. Rev. enferm. UERJ. 2010 [citado 30 Mar 2016];18(2):223-8. Disponvel em: http://www.facenf.uerj.br/v18n2/v18n2a10.pdf

11. Monteiro ACM, Rodrigues BMRD, Pacheco STA. O enfermeiro e o cuidar da criana com cncer sem possibilidade de cura atual. Esc. Anna Nery. 2012 [citado 18 Fev 2016];16(4):741-46. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452012000400014&lng=en&nrm=iso

12. Silva MH, Jesus MCP, Merighi MAB, Oliveira DM. Limits and possibilities experienced by nurses in the treatment of women with chronic venous ulcers. Rev. esc. enferm. USP. 2014 [citado 20 Fev 2016];48(spe):53-8. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342014000700053&lng=en&nrm=iso

13. Heidegger M. Seminrios de Zollikon: protocolos, dilogos, cartas. 2 ed. Petrpolis, RJ: Vozes; Bragana Paulista, SP: Universitria So Francisco; 2009.

14. Ortega LB, Ventura CA. Estoy sola: la experiencia de las enfermeras en el cuidado del usuario de alcohol y drogas. Rev. esc. enferm. USP. 2013 [citado 20 Fev 2016];47(6):1381-88. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342013000601381&lng=en&nrm=iso

15. Cestari MEW, Merighi MAB, Garanhani ML, Cardeli AAM, Jesus MCP, Lopes DFM. Necessidades de cuidados de mulheres infectadas pelo papilomavrus humano: uma abordagem compreensiva. Rev. esc. enferm. USP. 2012 [citado 19 Fev 2016];46(5):1082-87. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342012000500007&lng=en&nrm=iso

16. Vieira LB, Padoin SMM, Souza IEO, Paula CC, Terra MG. Tpico da ao das mulheres que denunciam o vivido da violncia: contribuies para a enfermagem. Rev. enferm. UERJ. 2011 [citado 20 Fev 2016];19(3):410-14. Disponvel em: http://www.facenf.uerj.br/v19n3/v19n3a12.pdf

17. Vieira LB, Padoin SMM, Souza IEO, Paula CC, Terra MG. Necessidades assistenciais de mulheres que denunciam na delegacia de polcia a vivncia da violncia. Aquichn. 2013 [citado 20 Fev 2016];13(2):197-205. Disponvel em: http://www.scielo.org.co/pdf/aqui/v13n2/v13n2a06.pdf

18. Vieira LB, Padoin SMM, Oliveira IES, Paula CC. Intencionalidades de mulheres que decidem denunciar situaes de violncia. Acta paul. enferm. 2012 [citado 20 Fev 2016];25(3):423-29. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002012000300016&lng=en&nrm=iso

19. Caldeira S, Merighi MAB, Muoz LA, Jesus MCP, Domingos SRF, Oliveira DM. Nurses and care delivery to elderly women: a social phenomenological approach. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2012 [citado 20 Fev 2016];20(5):888-95. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692012000500010&lng=en&nrm=iso

20. Menezes TMO, Lopes RLM. Significado do cuidado no idoso de 80 anos ou mais. Rev. Eletr. Enf. 2012 [citado 21 Fev 2016];14(2):240-7. Disponvel em: https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v14/n2/v14n2a03.htm

21. Jesus MCP, Merighi MAB, Caldeira S, Oliveira DM, Souto RQ, Pinto MA. Cuidar da me idosa no contexto domiciliar: perspectiva de filhas. Texto contexto - enferm. 2013 [citado 21 Fev 2016];22(4):1081-88. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072013000400026&lng=en&nrm=iso

22. Sales CA, Silva VA, Pilger C, Marcon SS. A msica na terminalidade humana: concepes dos familiares. Rev. esc. enferm. USP. 2011 [citado 21 Fev 2016];45(1):138-45. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342011000100019&lng=en&nrm=iso

23. Hassani P, Abdi A, Jalali R, Salari N . Use of intuition by critical care nurses: a phenomenological study. Adv Med Educ Pract . 2016 [citado 20 Fev 2016];7:65-71. Disponvel em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4754101/?tool=pubmed

24. Sales CA, D'Artibale EF. O cuidar na terminalidade da vida: escutando os familiares. Cinc. cuid. Sade. 2011 [citado 21 Fev 2016];10(4):666-73. Disponvel em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/view/18309/pdf

25. Rafii F, Nikbakht Nasrabadi A, Karim MA . End-of-life care provision: experiences of intensive care nurses in Iraq. Nurs Crit Care . 2016 [citado 20 Fev 2016];21(2):105-12. Disponvel em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/nicc.12219/pdf

26. Costa VGS, Rodrigues BMRD, Pacheco STA. As relaes interpessoais no cuidar do cliente em espao onco-hematolgico: uma contribuio do enfermeiro. Rev. Enf. UERJ. 2012 [citado 17 Fev 2016];20(2):209-14. Disponvel em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/4053

27. Melo HC, Arajo SEG, Verssimo AVR, Santos VEFA, Alves ERP, Souza MHN. O ser-enfermeiro em face do cuidado criana no ps-operatrio imediato de cirurgia cardaca. Esc. Anna Nery. 2012 [citado 19 Fev 2016];16(3):473-9. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452012000300007&lng=en&nrm=iso

28. Almeida DV, Jnior NR. A sensibilidade e a humanizao dos cuidados em sade a partir da relao tica com o rosto do outro. O mundo da sade. 2012 [citado 17 Fev 2016];36(3):407-15. Disponvel em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/95/2.pdf

29. Umpierrez AHF, Merighi MAB, Muoz LA. Percepes e expectativas dos enfermeiros sobre sua atuao profissional. Acta paul. Enferm. 2013 [citado 21 Fev 2016];26(2):165-71. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002013000200010&lng=en&nrm=iso

30. Heidegger M. Ser y Tiempo. 3 ed. Chile: Editorial Universitaria; 2015.

31. Merleau-Ponty M. Fenomenologia da Percepo. 4 ed. So Paulo: Editora WMF Martins Fontes; 2011.

32. Satre JP. O Ser e o Nada - Ensaio de Ontologia Fenomenolgica. 11 ed. Petrpolis, RJ: Vozes; 2002.

33. Silva AA, Terra MG, Leite MT, Freitas FF, Xavier MS, Ely Gabriela Zenatti. Nursing and self-care in the world of psychiatric care. Rev pesqui cuid fundam. 2015 [citado 21 Fev 2016];7(1):2011-20. Disponvel em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/2887/pdf_1445

34. Silva MCD, Paz EPA. Educao em sade no programa de controle da hansenase: a vivncia da equipe multiprofissional. Esc. Anna Nery. 2010 [citado 30 Mar 2016];14(2):223-9. Disponvel em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v14n2/02.pdf

 

 

Recibido: 2016-03-03.
Aprobado: 2016-04-07.

 

 

Fabiana Lopes Joaquim. Universidade Federal Fluminense/UFF. Niteri (RJ), Brasil. Direccin electrnica: fabykim_enf@yahoo.com.br

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.




Copyright (c) 2017 Revista Cubana de Enfermería

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional.