Revista Cubana de Enfermería, Vol. 34, No. 3 (2018)

Complicações locais da terapia intravenosa periférica e fatores associados em hospital brasileiro

Odinéa Maria Amorim Batista, Rafael Fialho Moreira, Alvaro Francisco Lopes de Sousa, Maria Eliete Batista Moura, Denise de Andrade, Maria Zélia de Araújo Madeira

Resumen


Introdução: A Terapia Intravenosa (TIV) configura-se em importante procedimento terapêutico e diagnóstico, amplamente utilizada pela Enfermagem no cuidado hospitalar. Esse procedimento possui elevado risco do desenvolvimento de complicações, bem como a possibilidade de agravos secundários ligados as complicações derivadas da TIV.

Objetivo: Identificar a prevalência e os fatores associados às complicações locais da terapia intravenosa periférica em pacientes de um hospital público e de ensino.

Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo de prevalência, com delineamento transversal associado a uma observação sistemática e busca em dados secundários disponíveis nos prontuário. Foi realizado em um hospital público de ensino, pesquisa e extensão,com 63 participantes. Os dados foram coletados e processados no software SPSS®, versão 19.0.

Resultados: A prevalência de flebite foi de 25,4%, infiltração de 15,9% e 11,1% de hematoma. A maioria encontrava-se em terapia no intervalo máximo de 48 horas. No momento da observação, os cateteres estavam em sua maioria conectados ao polifix (58;92,1%). Dentro os sinais e sintomas identificados a maioria (16;25,4%) apresentou edema, dor, desconforto e eritema ao redor da inserção do cateter venoso periférico.

Conclusão: A prevalência de complicações da terapia intravenosa foi elevada. A maioria encontrava-se em terapia no intervalo máximo de 48 horas, com utilização de cateter sob agulha conectados a polifix e puncionados no antebraço.