Representações sociais de autonomia profissional do enfermeiro na prevenção e tratamento de feridas
Resumen
Introdução: a autonomia profissional do enfermeiro na prevenção e tratamento de feridas apresenta notoriedade crescente face as inovações tecnológicas emergentes na especialidade.
Objetivo: analisar as representações sociais elaboradas por enfermeiros acerca de sua autonomia profissional na prevenção e tratamento de feridas.
Métodos: trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, delineada a partir da teoria das representações sociais em sua abordagem processual, realizada com 31 enfermeiros que desempenhavam suas funções em um hospital público municipal do estado do Rio de Janeiro, situado em contexto de interiorização. As entrevistas foram transcritas e submetidas à análise de conteúdo temática instrumentalizada pelo software Nvivo 10.
Resultados: os enfermeiros, em seu saber social, correlacionam o conceito autonomia ao nível de conhecimento, revelam obstáculos como a interferência da equipe médica nas atividades desenvolvidas e comparam o nível de autonomia profissional em diferentes níveis de atenção em saúde vigente.
Conclusões: os participantes posicionaram-se favoravelmente ao conhecimento técnico-científico para que possam exercer autonomia profissional no cuidado a pessoas feridas. Apesar do estudo ter sido conduzido no cenário hospitalar, identificou-se que os participantes consideraram que o enfermeiro possui maior autonomia em unidades básicas de saúde devido às especificidades da sua lógica de trabalho. Quanto à interferência excessiva de outros profissionais, os sujeitos consideram que isto é prejudicial e diminui a autonomia profissional do enfermeiro no tratamento e prevenção de feridas.
Palavras chave: autonomia profissional; enfermeiro; psicologia social.