El proceso de enfermería en la hospitalización del adulto

ARTÍCULO REVISIÓN

 

O processo de enfermagem na hospitalização do adulto

 

El proceso de enfermería en la hospitalización del adulto

 

The nursing process in the hospitalization of adults

 

 

Bárbara da Silva Gama, Cintia Camila Santos de Souza Costa, Bárbara Tarouco da Silva

Universidade Federal do Rio Grande. Rio Grande- RS- Brasil.

 

 


RESUMO

Introdução: A implementação do Processo de Enfermagem depende exclusivamente do enfermeiro, que possui aporte legal para executar de maneira autônoma e sistemática todas as atividades que estão sob sua responsabilidade.
Objetivo:
Identificar o conhecimento científico produzido acerca do Processo de Enfermagem na hospitalização do adulto no Brasil.

Métodos: Revisão integrativa nas bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, Biblioteca de Dados em Enfermagem e Scientific Electronic Library Online. Utilizaram-se os descritores: "processos de enfermagem", "diagnóstico de enfermagem" e "hospitalização". Selecionaram-se artigos publicados entre 2011 e 2016 que destacassem a temática. A coleta dos artigos foi realizada no período de outubro de 2015 a abril de 2016. Foram selecionados e analisados artigos que apontam as habilidades e as competências necessárias para a implementação do Processo de Enfermagem, as dificuldades encontradas ao implementá-lo, como também as contribuições para os cuidados de enfermagem perante a hospitalização do adulto.
Conclusões: O Processo de Enfermagem é uma importante ferramenta que qualifica a assistência de enfermagem, garante a cientificidade da profissão e confere visibilidade à enfermeira dentro do serviço de saúde. Porém, percebeu-se que o Processo de Enfermagem não é reconhecido pela maioria dos enfermeiros. Tal fato evidencia-se principalmente no contexto brasileiro, onde, apesar de sua obrigatoriedade, foi possível identificar dificuldades para a sua total implementação.

Palavras chave: Processos de enfermagem; hospitalização; diagnóstico de enfermagem; enfermagem.


RESUMEN

Introducción: La implementación del Proceso de Enfermería depende exclusivamente del enfermero, que posee subsidio legal para ejecutar de manera autónoma y sistemática todas las actividades que están bajo su responsabilidad.
Objetivo:
Identificar el conocimiento científico producido acerca del Proceso de Enfermería en la hospitalización del adulto en Brasil.

Métodos: Revisión integradora en las bases de datos: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, Biblioteca de Dados em Enfermagem y Scientific Electronic Library Online. Se utilizaron los descriptores: "procesos de enfermería", "diagnóstico de enfermería" y "hospitalización". Se seleccionaron los artículos publicados entre 2011 y 2016 que hicieron hincapié en el tema. La recolección de artículos fue efectuada en el período comprendido entre octubre de 2015 y abril de 2016. Se seleccionaron y analizaron los artículos que señalan las habilidades y las competencias necesarias para la implementación del Proceso de Enfermería, las dificultades encontradas durante su implementación, así como las contribuciones a la atención de enfermería delante de la hospitalización del adulto.
Conclusiones: El Proceso de Enfermería es una relevante herramienta que califica la atención de enfermería, garantiza la cientificidad de la profesión y otorga visibilidad a la enfermera dentro del servicio de salud. Sin embargo, se observó que el Proceso de Enfermería no es reconocido por la mayoría de los enfermeros. Tal hecho se ha señalado principalmente en el ámbito brasileño, donde, a pesar de la obligatoriedad de su aplicación, fue posible identificar las dificultades para su total implementación.

Palabras clave: Procesos de enfermería; hospitalización; diagnóstico de enfermería; enfermería.


ABSTRACT

Introduction: The implementation of the Nursing Process depends exclusively on the nursing professional, who has a legal support for performing all activities that are under its responsibility in an autonomous and systematic way.
Objective: To identify the scientific knowledge produced about the Nursing Process in the hospitalization of adults in Brazil.
Methods: This is an integrative review, which was held in the databases: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, Biblioteca de Dados em Enfermagem and Scientific Electronic Library Online. The descriptors "nursing process", "nursing diagnosis" and "hospitalization" were used. Papers published between 2011 and 2016 that highlighted this issue were selected. The collection of papers was conducted from October 2015 to April 2016. Papers indicating the skills and competencies required for the implementation of the Nursing Process, the difficulties found during this implementation, as well as the contributions to the nursing care in the face of hospitalization of adults, were selected and analyzed.
Conclusions:
The Nursing Process is a relevant tool that enhances the nursing care, ensures the scientific character of this profession and gives visibility to the nursing professional within the health service. Nonetheless, it was realized that the Nursing Process is not recognized by most nursing professionals. This fact is mainly perceived in the Brazilian context, where, despite the compulsory requirement of its application, one can identify difficulties for its full implementation.

Keywords: Nursing processes; hospitalization; nursing diagnosis; nursing.


 

 

INTRODUÇÃO

O exercício profissional da enfermagem é regulamentado por resoluções que abrangem tanto os aspectos éticos quanto práticos e assistenciais, entre essas destaca-se a Resolução COFEN-358/2009 que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem (PE) em locais, sejam eles públicos ou privados, em que ocorre o cuidado de Enfermagem. O PE, segundo essa resolução, deve estar baseado num suporte teórico que orienta a coleta de dados, estabelecendo diagnósticos e intervenções de enfermagem, bem como, avaliandoos resultados obtidos.1

A implementação do PE depende exclusivamente do enfermeiro, que possui aporte legal para executar de maneira autônoma e sistemática todas as atividades que estão sob sua responsabilidade. Para tanto, o Decreto n° 94.406, de 08 de junho de 1987, que regulamenta a Lei n° 7.498, de 25 de junho de 1986, afirma que, compete ao enfermeiro a consulta de enfermagem, a prescrição da assistência de enfermagem, o planejamento, a organização, a coordenação, a execução e a avaliação dos serviços dessa assistência.2

No Brasil, o PE iniciou-se em 1970 com o trabalho de Wanda Horta que desenvolveu um modelo baseado na Teoria das Necessidades Humanas Básicas (NHB), de Maslow, e na denominação de Necessidades Psicobiológicas, Psicossociais e Psicoespirituais, de João Mohana.3 Tal modelo organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes.1 São elas: Coleta de dados de Enfermagem ou Histórico de enfermagem, que é o levantamento de dados a respeito do cliente,4 considerando a Teoria das NHBs; Diagnóstico de Enfermagem, que é o julgamento clínico sobre uma resposta, do indivíduo, família, grupo ou comunidade acerca de sua condição, seja ela, biológica, mental ou espiritual;5 Planejamento de Enfermagem, se refere a prescrição de cuidados baseado nos diagnósticos de enfermagem com o intuito de melhorar os resultados do cliente;6 Implementação e execução do planejamento que consiste em aplicar o plano de cuidados previamente definidos e prescrito;7 e Avaliação de Enfermagem que visa acompanharas respostas do cliente com relação aos cuidados prestados, analisando se resultados foram satisfatórios ou não.8

Para correlacionar as etapas descritas faz-se necessário a utilização de taxonomiasuniversais,9 então, surgiu a North American Nursing Diagnosis Association (NANDA- I)5 que dispõe sobre os diagnósticos de enfermagem, a Nursing Intervention Classification (NIC)6 a qual estabelece as intervenções baseadas nos diagnósticos e a Nursing Outcomes Classification (NOC)10 que explana sobre os resultados esperados. Essa linguagem padronizadapermite que a assistência prestada seja documentada, além disso, direciona e apoia o enfermeiro em seu raciocínio clínico, como também nomeia os fenômenos de interesse da Enfermagem.11 Independente do ambiente onde o cuidado é oferecido, analisar a sua eficácia, efetividade e eficiência permitirá a tomada de decisões locais, nacionais e internacionais a respeito da saúde e da qualidade de vida da população.12

Torna-se importante conhecer o cenário da execução do PE vivenciado nos hospitais brasileiros, para que mudanças sejam feitas em torno das dificuldades que comprometem a organização do processo de trabalho do enfermeiro por meio do PE. Dessa maneira, este trabalho tem como objetivo de identificar o conhecimento científico produzido acerca do Processo de Enfermagem na hospitalização do adulto.

 

MÉTODOS

Trata-se de uma revisão integrativa (RI). A RI é uma ferramenta importante que comunica os resultados de pesquisas, contribuindo para que seus resultados sejam aplicados na prática clínica.13 Deve ser desenvolvida em seis etapas: seleção da questão de pesquisa para elaboração da revisão integrativa; estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão na busca literária; categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados e apresentação do conhecimento.13

Esta revisão integrativa teve como questão norteadora: qual o conhecimento científico produzido acercado Processo de Enfermagem na hospitalização do adulto, no atual contexto da literatura brasileira e estrangeira?

Para obtenção dos resultados, foi realizada uma coleta de dados em outubro de 2015 a abril de 2016 nas seguintes bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Biblioteca de Dados em Enfermagem (BDENF) e na biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online (SCIELO). Recorreu-se a estas, pois abrangem periódicos conceituados na área científica da saúde. Utilizou-se como descritores "processos de enfermagem", "diagnóstico de enfermagem" e "hospitalização". Optou-se por empregar tais descritores pelo maior número de artigos que os mesmos abrangiam acercado objeto da pesquisa. Com objetivo de abranger um maior número de artigos sobre a temática, foram utilizados os descritores nas línguas português e inglês, alternando-os e agrupando-os durante a busca, utilizando "and" entre eles.

Estabeleceram-se como critérios de inclusão, produções com: a temática do processo de enfermagem na hospitalização do adulto; artigos publicados entre 2011-2016; textos completos disponíveis online; nos idiomas português, inglês e/ou espanhol. Os estudos repetidos em mais de uma base foram computados apenas uma vez. Foram excluídos os relatos de experiência; artigos não incluídos no período de tempo acima estabelecido; que não abordassem o tema Processo de Enfermagem na hospitalização do adulto.

A partir da busca nas bases de dados foram localizadas inicialmente 1032 publicações. Para a seleção dos artigos realizou-se a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Como primeira análise procedeu-se a leitura dos títulos e resumos. Quando os mesmos não eram esclarecedores, realizava-se a leitura do artigo na íntegra, a fim de evitar a exclusão de estudos importantes. A partir dessa análise foram depurados 48 artigos, sendo que seis se repetiam em pelo menos duas das bases de dados e um se repetiu em todas as bases de dados, dessa forma, totalizou-se uma amostra com 39 artigos. Sendo 21 publicações na SCIELO, 12 na BDENF e 6 na MEDLINE.

Os artigos incluídos na revisão estão enumerados do número X a X, de acordo com as referências.

Para a coleta de dados utilizou-se um instrumento de registro, contemplando dados relacionados aos artigos localizados sobre o Processo de Enfermagem na hospitalização do adulto com os seguintes itens: número do artigo, título, ano, país de origem, autores e sua área de atuação, objetivo e delineamento do estudo e os principais resultados. Os dados extraídos dos artigos foram discutidos e foi realizada sua comparação com o conhecimento teórico dos pesquisadores. A interpretação dos dados está apresentada de forma descritiva e discutida a partir da literatura existente sobre a temática.

Destaca-se que foram seguidos todos os preceitos éticos, sendo assegurada a autoria dos artigos pesquisados, de forma que todos os estudos utilizados foram referenciados. Por não envolver seres humanos, não foi necessária a submissão do trabalho no Comitê de Ética em Pesquisa.

Para avaliação das evidências obtidas foi utilizado um sistema de classificação de evidências que auxilia o enfermeiro na avaliação crítica de resultados oriundos de pesquisas como também, na tomada de decisão sobre a incorporação das evidências à prática clínica,14 esta classificação é dividida em sete níveis: nível I - Evidência decorrente de Revisões Sistemáticas ou Meta-análise de Estudos Randomizados Controlados (RCT's) relevantes, ou evidência decorrente de Guidelines para a prática clínica, baseadas em revisões sistemáticas de RCT's; nível II - Evidência obtida através de pelo menos RCT; nível III - Evidência obtida através de um estudo controlado, sem randomização; nível IV - Evidência obtida através de estudos de caso-controle ou de coorte; nível V - Evidência obtida através de revisões sistemáticas de estudos qualitativos e descritivos; nível VI - Evidência obtida através de um único estudo descritivo ou qualitativo; nível VII - Evidência obtida através da opinião de autores e/ou relatórios de painéis de peritos. Considerando que essa classificação se baseia no tipo de delineamento do estudo e na sua capacidade de afirmar causa e efeito, os níveis I e II são consideradas evidências fortes, III e IV moderadas e de V a VII fracas.15

 

DESARROLLO

O periódico com o maior número de publicações foi a Revista da Escola de Enfermagem da USP com 9 (23,08 %) do total dos estudos selecionados. Seguido dos periódicos: Revista Latino Americana de Enfermagem com 6 (15,38 %); Revista Brasileira de Enfermagem com 5 (12,82 %); Revista de Pesquisa: cuidado é fundamental com 4 (10,26 %); Revista Gaúcha de Enfermagem e Revista de Enfermagem Anna Nery igualmente com 3 (7,69 %); Online Brazilian Journal Nursing e Revista de Enfermagem do Centro Oeste Mineiro ambas com 2 (5,13 %); Revista de Enfermagem Referência, Acta Paulista de Enfermagem, Texto & Contexto Enfermagem, Cogitare Enfermagem e Revista Cuidarte todas com 1 (2,55 %).

Com relação ao ano, percebe-se um crescente aumento das publicações no ano de 2013, onde foram selecionados 16 artigos (41,02 %). Observa-se que foi produzido pelo menos, um artigo acerca da temática em cada ano.

Das publicações selecionadas para compor o presente estudo, a maioria foram originadas no Brasil, 35 artigos (89,74 %). Os demais eram oriundos da Bolívia 2 (5,13 %), da Colômbia 1 (2,56 %) e do País Basco 1 (2,56 %). Estudos anteriores justificam esse cenário brasileiro, devido ao crescimento intenso dos programas de pós-graduação nas universidades da área de Enfermagem; a legislação pertinente que obriga o cumprimento do processo de enfermagem durante o exercício do enfermeiro; e a troca de experiências, por meio de divulgação de estudos, refletindo o que o enfermeiro vivencia em seu cotidiano de trabalho ao implementar o processo de enfermagem.16

Quanto ao nível de evidência, utilizado como um sistema de classificação de evidências que auxilia o enfermeiro na avaliação crítica de resultados oriundos de pesquisas como também, na tomada de decisão sobre a incorporação das evidências à prática clínica,14 percebe-se que 32 (82,05 %) dos artigos selecionados estão inseridos no nível VI de evidência, pois são estudos qualitativos ou descritivos. Outros três artigos (7,69 %) estão inseridos no nível II de evidência, por destacarem práticas clínicas; três artigos (7,69 %) se inserem no nível V, por serem estudos obtidos através de uma revisão; e um artigo (2,56 %) que se insere no nível IV de evidência, por ser um estudo de coorte.15 Percebe-se a carência de ensaios clínicos e controlados, o que pode ser atribuído a rara utilização do processo de enfermagem no ambiente hospitalar.

A análise dos dados possibilitou a classificação dos estudos em três categorias temáticas. A primeira categoria temática remete as contribuições do Processo de Enfermagem para o cuidado prestado.

Nessa categoria, observou-se que o Processo de Enfermagem é um método utilizado para organizar o cuidado de enfermagem. Alguns estudos destacam o PE como um mecanismo que possibilita o desenvolvimento de uma assistência interativa, metodológica e dinâmica, elevando significativamente a qualidade do cuidado.17,18 Ele pode ser entendido como sendo uma forma de organização da assistência de enfermagem permitindo a formulação de diagnósticos, prescrições e delineamentos de condutas que devem ser tomadas pela equipe, tornando o cuidado mais individualizado e diferenciado.

Em outra realidade, em pesquisas desenvolvidas na Bolívia verificou-se que o PE é percebido pelas enfermeiras, tanto docentes quanto assistenciais, da mesma forma como é visualizado no Brasil, ou seja, uma ferramenta metodológica científica que serve de base para o desenvolvimento do cuidado em Enfermagem. Além disso, esses estudos destacam a necessidade de implementação do PE para melhorar a qualidade dos registros clínicos e dos cuidados de enfermagem.19,20

Alguns estudos apontam a importância das etapas do PE, especialmente a primeira etapa-coleta de dados (anamnese e exame físico), embasada na teoria das Necessidades Humanas Básicas (NHB).21,22 Essa etapa permite elencar os problemas de acordo com as necessidades do cliente, contribuindo para a formulação dos diagnósticos de enfermagem de maneira prioritária e singular.

Pode-se dizer que as etapas do PE auxiliam, de forma organizada, o planejamento da assistência. Este planejamento torna o enfermeiro responsável, principalmente, por identificar os problemas do cliente, traçando os possíveis diagnósticos e prescrevendo as ações a serem executadas pela equipe de acordo com as necessidades do mesmo.23 Para tanto, fez-se necessário a criação de uma linguagem comum a todos e que pudesse ser interpretada em diferentes regiões.

O uso dessas terminologias uniformizadas, como NANDA-International, NIC e NOC, proporcionam a organização da assistência de enfermagem, favorecendo o registro sistemático da prática clínica e, consequentemente, possibilitando a avaliação do cuidado executado e melhorando a qualidade do serviço, como ressaltam os artigos.24,25

Pesquisas destacaram a importância da utilização do North American Nursing Diagnosis Association (NANDA-I), pois, essa taxonomia é de linguagem internacional e baseada em teorias científicas, que deve ser sempre utilizada durante a execução do PE, favorecendo a comunicação entre os profissionais da equipe, bem como, direcionando o cuidado para ser desenvolvido de forma integral e individual em cada cliente assistido. Foi citado também que o NANDA-Internacional proporciona autonomia ao enfermeiro e maior reconhecimento da profissão.26-29

Ainda no que se refere ao uso de taxonomias, alguns estudos sugerem a utilização de pesquisas clínicas para validação de novos diagnósticos e novas intervenções de enfermagem. Essas validações poderiam contribuir para uma assistência ao cliente mais efetiva e para identificação de melhores práticas de cuidado e avaliação da efetividade das intervenções de enfermagem realizadas.24,30-36

É válido destacar, ainda, que o uso dessas linguagens taxonômicas evidencia o trabalho da enfermagem dentro dos serviços de saúde e perante os seus gestores,37 contribuindo para que a profissão seja mais valorizada. Com tal ferramenta em mãos, o enfermeiro pode agir de maneira autônoma, deixando de realizar ações baseadas apenas no diagnóstico e prescrição médica.38

Outro aspecto analisado em estudos é a importância de identificar os fatores de risco nos clientes durante a internação hospitalar, pois por meio dessa identificação é possível planejar ações que minimizem intercorrências, resultando em menor tempo de internação, e consequentemente menores custos para o serviço de saúde.39,40

Cabe destacar que o PE caracteriza-se pela necessidade de investigação contínua dos fatores de risco e bem-estar, mesmo quando não há problemas. Dessa maneira, o PE associado ao conhecimento científico e técnico do enfermeiro, garante que durante sua execução, a assistência seja totalmente estruturada com base nas necessidades individuais do cliente com o intuito de satisfazê-las,41 esse fato confere ao PE características como: interativo, sistemático e dinâmico.17

Alguns artigos referiram modelos informatizados como uma alternativa de implementar o PE, levando a resultados mais satisfatórios com relação à assistência de enfermagem prestada ao cliente. Artigos trazem esses sistemas informatizados como facilitadores no preenchimento da documentação e registro do PE, agilizando o cuidado, melhorando a qualidade da assistência prestada e unificando taxonomias, facilitando assim, a comunicação entre a equipe e a tomada de decisões embasada no raciocínio clínico.25,38,42-44 Ademais, a utilização de modelos informatizados mostra-se capaz de atender às inúmeras respostas humanas e é adaptável ao local de trabalho. O enfermeiro que faz uso desses sistemas informatizados deve sempre se adequar às revisões constantes da classificação.45

É sabido que a utilização de sistemas informatizados pode beneficiar o desenvolvimento do PE, pois reduz os erros durante o preenchimento dos impressos e aumenta a segurança do cliente, por meio de adoção de guias de condutas padronizadas, fundamentados em evidências científicas.41 Além disso, por meio da aplicação do PE, o enfermeiro contribui para o autocuidado do cliente por meio de ações educativas, fazendo com que o mesmo sinta-se responsável pelo seu processo de saúde-doença.46

A segunda categoria temática refere-se às habilidades e competências necessárias para a implementação do Processo de Enfermagem. Estudos analisados destacaram como habilidades e competências: conhecimento técnico científico, raciocínio lógico, experiência clínica, a perspectiva contextual, o conhecimento sobre o cliente e o seu contexto familiar.47,48 Além dessas, alguns autores apontam que a aplicação do PE durante as práticas realizadas na graduação em Enfermagem é um fator positivo para que a implementação ocorra com eficiência no desempenho da profissão, pois, o estudante de enfermagem que aplica o PE desenvolve o raciocínio clínico, sendo capaz de articular conhecimentos, habilidades e condutas.24,43,49

Outra competência apontada nos estudos foi o domínio sobre os diagnósticos de enfermagem.18,50 Nesse sentido, para melhor identificação dos diagnósticos de enfermagem, o enfermeiro utiliza-se do julgamento clínico que auxilia na tomada de decisão frente às necessidades e diagnósticos que devem ser classificados como prioritários. Esse julgamento é respaldado em conhecimento científico próprio da profissão e nas taxonomias: NANDA -Internacional, NIC e NOC.

Para melhorar a capacidade diagnosticadora do enfermeiro, um estudo destacou a necessidade de treinamento contínuo visto que esse treinamento pode levar a análise mais aguçada dos sinais e sintomas expostos pelo cliente, contribuindo para a definição de diagnósticos acurados e resultando em planejamento de ações mais eficazes e resultados satisfatórios.51

Uma pesquisa ressalta que cabe ao enfermeiro a busca por novos conhecimentos, novas práticas e reflexões acerca da assistência, levando em consideração o agir autônomo, continuamente respaldado nos preceitos ético-legais da profissão.26 A postura pró-ativa do enfermeiro faz com que o mesmo busque e aprimore suas habilidades e o seu relacionamento com o cliente e a família. Nessa perspectiva a instituição também tem importante papel no incentivo para a busca deste aprimoramento, oferecendo possibilidades para o enfermeiro se inserir em ações gerenciais e educativas que promovam, permanentemente, a melhoria da assistência de enfermagem.52

A terceira categoria temática inclui pesquisas que contemplem as dificuldades encontradas pelos profissionais para implementar o Processo de Enfermagem. As principais dificuldades apontadas foram o déficit de conhecimento dos profissionais e gestores acerca da legislação; o despreparo profissional e desinteresse da equipe para organizar o trabalho a partir do PE; uso de registros sucintos e a não utilização da linguagem padronizada de enfermagem; instituições que não prevêem normas e rotinas para que o PE seja desenvolvido em sua totalidade; oferta insuficiente de recursos materiais e humanos por parte dos gestores; sobrecarga de trabalho e atividades não pertinentes à prática de enfermagem.17,29,36,52,53

Existem muitas barreiras que impedem que o PE seja desenvolvido em sua totalidade e, com qualidade, dentro dos serviços de saúde, pode-se dizer que tais obstáculos contribuem para o distanciamento da real utilização desse método científico.41 Isso vai ao encontro os achados dessa revisão, uma vez que os autores destacam que características e condições organizacionais das instituições de saúde, como por exemplo, modelo assistencial adotado, proporção de cliente para funcionários da enfermagem, podem contribuir para a percepção de que a aplicação do PE é difícil.54

Outro aspecto encontrado nos estudos analisados foi a dificuldade dos enfermeiros iniciantes para relacionar os títulos dos diagnósticos de enfermagem com as suas características definidoras o que pode acarretar ao não atendimento das reais necessidades do cliente. Além disso, os enfermeiros que baseiam sua prática em um modelo tecnicista, desconsiderando aspectos individuais e emocionais do cliente, podem ter dificuldades para implementar o PE, e consequentemente, prestam uma assistência que não é capaz de atender todas as necessidades que estão afetadas.26,55

Profissionais recém-formados também encontram dificuldades para desenvolver todas as etapas do PE, mesmo que o conteúdo teórico-prático seja apresentado durante a graduação, o refinamento e a execução ocorrem de fato durante a vida profissional.41

Sob outra ótica, a partir dos estudos analisados, verificou-se que em outros países o PE é utilizado como metodologia para sistematizar o cuidado de enfermagem prestado ao individuo, família e comunidade. Para aplicação do PE nos serviços públicos de saúde são utilizadas as taxonomias NANDA-I, NIC e NOC visando à prestação de cuidado integral e individualizado para cada cliente assistido.56

Os resultados apresentados nessa revisão permitem concluir que o PE proporciona a prestação de um cuidado mais qualificado e individualizado, considerando todas as necessidades que estão afetadas. Além disso, dá maior cientificidade e visibilidade ao fazer do profissional enfermeiro, uma vez que a tomada de decisão é baseada no raciocínio clínico. Sugere-se que sejam realizados mais estudos nesta temática, permitindo uma conscientização tanto de profissionais como gestores dos serviços de saúde para aplicação do PE em todo o serviço que preste cuidado de enfermagem, a fim de melhorar a qualidade da assistência e o dar maior visibilidade ao trabalho do enfermeiro.

 

CONCLUSÕES

Nessa revisão foram encontrados e analisados estudos que destacam a as dificuldades e potencialidades da implementação do Processo de Enfermagem nos serviços de saúde e como esse método pode contribuir para organização do cuidado de enfermagem prestado ao indivíduo, família e comunidade. Também foram identificadas pesquisas sobre as habilidades e competências necessárias ao profissional enfermeiro para facilitar a aplicação do PE.

Verificou-se que o PE proporciona ao enfermeiro maior autonomia e reconhecimento da profissão e possibilita o enfoque do cuidado no atendimento das necessidades biopsicossociais do indivíduo e não apenas atrelado a cura da patologia. Contudo, para implementação efetiva faz-se necessário o incentivo dos gestores dos serviços de saúde, subsidiando questões relacionadas à disponibilização de recursos humanos e materiais e à educação permanente dos profissionais no que diz respeito à aplicabilidade de diagnósticos e intervenções de enfermagem. Contudo, o estudo realizado apresentou como limitação a origem dos artigos analisados, visto que, a maioria abordava o PE no contexto hospitalar brasileiro.

Espera-se que os conhecimentos revelados por este estudo possam ampliar as possibilidades de uma melhor organização dos serviços de saúde, tendo em vista o Processo de Enfermagem e consequentemente a melhora da qualidade do cuidado prestado. Espera-se, também, que outros estudos sejam realizados, especialmente no que se refere ao uso e contribuições das classificações de Enfermagem visto que elas oferecem o embasamento teórico ao desenvolvimento do PE. Além disso, sugere-se a realização de novos estudos clínicos que validem a aplicação e a efetividade de diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem.

 

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Recibido: 2016-07-04
Aprobado: 2016-07-18

 

 

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